Ballet Clássico

Ballet Clássico é uma dança extremamente técnica e exata, que procura extrair ao máximo toda a habilidade dos bailarinos e bailarinas, mostrando todo o virtuosismo de seus passos e encantando as plateias. É a base de todas as outras modalidades acadêmicas, já que oferece técnica e consciência corporal, além da “limpeza” dos movimentos e senso estético.

Esse estilo utiliza a dança para contar histórias, popularizando e encenando contos de fadas, romances e fábulas.

Nessa dança procura-se sempre incorporar sequências complexas de passos, giros, saltos e movimentos coerentes com a história contada, formando um conjunto harmonioso.

Benefícios

Conscientização corporal, postura, flexibilidade, equilíbrio, além de inúmeros diferenciais estéticos.O trabalho envolve todos os grupos musculares, em execuções harmoniosas, que proporcionam o crescimento consciente e a aceitação do limite corporal. O estudo contínuo do ballet clássico desenvolve o raciocínio físico, a autoestima, a criatividade e a sensibilidade.
A técnica desenvolvida pelos cubanos tem características que se enquadram e se adaptam bem ao biotipo dos brasileiros; é muito virtuosa e dinâmica, motivando mais os alunos.

Breve história do ballet clássico

O nascimento do ballet corresponde ao período histórico conhecido como Renascimento. As danças na corte européia, vão se tornando mais complexas, necessitando de pessoas dotadas de técnicas que surgem neste período.

No final do século XVI começa a se estabelecer regras para o gênero, dentre elas a fixação de cinco posições básicas para os pés, e assim se cria condições para os bailes se converterem em espetáculos a serem apresentados. Em 15 de outubro de 1581, no Palácio Petit Bourbon, a rainha da França, Catarina de Médicis ordenou celebrar um espetáculo para saudar as bodas do Duque de Joyeuse com Margarida de Lorena. Segundo testemunhos da época, o espetáculo começou as 22:00 horas e se concluiu as 04 horas da madrugada, embalada por 10 orquestras.

As coreografias então começam a exigir requisitos como profissionais, treinadores, coreógrafos, técnicos, músicos, requerendo um corpo de baile que segue passos estritamente traçados. A partir deste marco, o gênero se alastrou pela França e a nobreza começa a oferecer espetáculos cada vez mais virtuosos e exóticos.

Em 1632 se permite ao público em geral prestigiar as apresentações, que antes era privilégio da nobreza. Na França, em junho de 1669, ordenado pelo Rei Luis XIV, conhecido como Rei Sol, sob a direção de Roberto Cambert, foi criada a Academia Real de Música e Dança, destinada a sistematizar o estudo dos gêneros. Nesta época os espetáculos são apresentados de frente, consagrando técnicas do ballet. Os interpretes começam a saltar para destacarem-se, favorecendo a criação de movimentos como os entrechats e cabrioles, e também para poder se mostrar de frente, de perfil, de costas, iniciou a execução de giros sobre si mesmo, surgindo as piruetas e outros passos similares.
Na mesma época, o maestro da dança Beauchamps teve o mérito, em colaboração com Lully, de fundar a escola francesa de ballet, regulando movimentos, seguindo compassos musicais, permitindo a construção de coreografias mais coerentes. Aderiu passos a partir das cincos posições básicas dos pés, sugeriu passagem lentas e rápidas na música (adágios e alegros) para dar variações ao espetáculo. Criou o pás d´expression, dança de caráter dramático que transmite determinados sentimentos sem necessidade de palavras.

Por influência italiana, a maquinaria teatral já era muito complexa e exigia um grande número de arquitetos, decoradores, carpinteiros e outros profissionais. O coreógrafo Jean George Noverre, nascido em 1727, considerado uns dos teóricos mais valiosos da dança, foi admirado por filósofos como Voltaire, Diderot e Rousseau. Com sua obra mestra, “Cartas sobre a dança”, o coreógrafo analisa e critica a superficialidade dos espetáculos, ataca os vestuários utilizados, sobretudo às mascaras que tirava a expressividade do rosto, propondo a volta da natureza, a sensibilidade, criando o gênero de ballet de ação. Alguns de seus intérpretes de renomes destacam-se Maria Salle e Maria Anne Cuspis de Camargo, que se apresentavam sem mascaras, e com figurinos mais curtos, que possibilitava a execução de saltos mais leves, mostrando também mais habilidades com os pés.

Na metade do século XIX, surge o Romantismo, movimento artístico que na dança a figura feminina predominava em cena, época em que o maestro italiano Filipo Taglioni e sua filha Maria Taglioni surgem em cela, ela é a primeira figura importante no ballet romântico. Com movimentos arredondados nos braços, começou a utilizar sapatilhas flexíveis e reforçada nas pontas, com o objetivo de suavizar passos com suspensão no ar. Ela também foi responsável pela aparição do tutú romântico.

Outra bailarina de expressão na época, foi a austríaca Fanny Elssler, reunindo o rigor da técnica acadêmica com a delicadeza do ballet romântico, contribuindo com a difusão do ballet pelo mundo.

Em 28 de julho de 1841 acontece um grande momento no ballet, com a estréia do espetáculo Giselle, com a bailarina central Carlota Grise. Giselle até hoje é um ballet imprescindível nas grandes companhias de renomes mundiais.

Em 1847, Marius Petipa, bailarino francês, que trabalhava no espetáculo Giselle com Grise, que posteriormente atua como coreógrafo, cria 54 novos ballets, dentre outras variações, que são dançadas até a atualidade, se tornando uma das figuras mais importantes no ballet clássico de todos os tempos.

Em 1909, na Rússia, o produtor cultural Sergei Diaghilev, organizava o ballet russo, com apresentações em Paris. O público se surpreendeu com os grandes interpretes de prestígio excepcional como Anna Pavlova , Tâmara Karsarina e Vaslav Nijinski, os quais se converteram em paradigma inquestionáveis na dança.

Alguns mestres na história surgiram e continuarão surgindo, em meios às companhias e escolas clássicas, deixando seu legado de grande importância para a dança, influenciando e transformando gerações.

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